Desfile cívico-cultural abre as comemorações dos 56 anos de emancipação de Lauro de Freitas

Desfile cvico-cultural abre as comemoraes dos 56 anos de emancipao de Lauro de Freitas

Uma multidão ocupou as ruas do Centro de Lauro de Freitas na manhã desta segunda-feira (30) para acompanhar o início das comemorações pelos 56 anos de emancipação política da cidade. Sob sol forte e o céu azul da antiga freguesia de Santo Amaro de Ipitanga, as escolas municipais, fanfarras e grupos culturais abriram a festa com o desfile cívico e cortejo cultural. Com música, dança, poesia e diversas formas de expressar a arte, homenagearam a cidade e sua gente.

Saindo do Pé de Oiti em direção à Praça da Matriz, os miudinhos das creches municipais foram os primeiros a desfilar. Contaram a história de mulheres de luta, coragem e empoderamento. A creche Ana Montenegro puxou o início do cortejo homenageando Mãe Mirinha de Portão, liderança religiosa que contribuiu para o desenvolvimento da comunidade.

Cada creche homenageou uma mulher. A professora Aurora Magalhães Ribeiro, As Matriarcas, mulheres sambadeiras lideradas por Dona Badinha; as mulheres que trabalham nas Aldeias SOS, a jogadora da seleção brasileira de futebol Formiga, Dona Arcanja, Elizete de Jesus Souza (em memória) e Maria Felipa, heroína das lutas da Independência da Bahia, foram temas do desfile das creches Aurora Magalhães, Infância Feliz, Espaço Kids, Floripes Farias, Maria de Oliveira Rodrigues e Deputado Paulo Jackson.

Encantado com a pluralidade de histórias femininas representadas pelas escolas, o secretário de Educação, Paulo Gabriel Nacif, disse que o desfile cívico é um ato de cidadania. “Esse é o coroamento do trabalho feito nas escolas. Além de valorizar história de mulheres que contribuíram com a educação, desenvolvimento econômico, cultural e social da cidade, nossos estudantes demonstraram conhecimento do território. Sem dúvida uma beleza épica de um povo em formação”, constatou.

A capoeira abriu espaço para os grupos culturais. Toda a diversidade das manifestações de matriz africana, grupos de teatro e dança, bandas militares e as fanfarras com suas balizas arrancaram aplausos em todo o trajeto do cortejo, que saiu do final de linha do centro, passou pelas ruas do comércio que funcionou normalmente, até a Praça da Matriz. “Isso é lindo de ver. Os grupos de dança de rua e teatro são muito bons. Não sabia que em Lauro de Freitas tinha tanta gente fazendo arte”, disse o professor Haroldo José Borges.

O grupo cultural Bankoma encerrou o desfile com muita música, tradição e animação para os populares. O secretário de Cultura e Turismo, Manoel Carlos dos Santos, disse que todo esforço foi recompensado. “O cortejo foi um sucesso. As escolas desfilaram tanta beleza por nossas ruas, além dos 26 grupos culturais. Este é um momento importante em que a cultura e a história da cidade são valorizadas e que conta com a participação principalmente da população”. 

Dona Marinalva dos Santos, moradora de Areia Branca, acompanhou o desfile das escolas municipais, grupos culturais e movimentos sociais. Mãe de Maria de Fátima (24), da Escola Mariza Pitanga, ela relata que a filha sempre participa de eventos promovidos pela escola. “Minha filha tem deficiência. E sempre que acontecem eventos voltados para educação especial, ela participa. Acho maravilho ela estar desfilando aqui hoje, porque isso demonstra a inclusão de todos os alunos”, destacou.

Entusiasmado com a passagem de sua escola, o estudante Marcos Vinicius Souza, 11 anos, da Escola Dois de Julho, disse que o desfile cívico é um momento muito esperado pelos estudantes. “Esse ano a gente veio homenagear mulheres da cidade. É importante que todos conheçam essas histórias”.

As comemorações continuam à noite com show de Leo Santana e Denny Dennan. Nesta terça, 31 de julho, a festa será encerrada com missa solene na Igreja Matriz de santo Amaro de Ipitanga, às 8h.