Lauro de Freitas encerra Novembro Negro com feira de saúde no Quingoma

Por:Mariana Cedrim
Lauro de Freitas encerra Novembro Negro com feira de sade no Quingoma30/11/2018 18:00 Foto:Lucas Lins

Testes rápidos de glicemia, aferição de pressão arterial, vacinação e distribuição de preservativos foram algumas das ações da Feira de Saúde da População Negra realizada nesta sexta-feira (30), no Quingoma. Iniciativa de Superintendência de Promoção da Igualdade Racial –SUPIR, a feira encerra a programação do Novembro Negro no município.

Além dos serviços de saúde, a Creche Municipal Rotary, local do evento, abrigou também uma Oficina Pedagógica sobre Educação Quilombola. O Quingoma é uma comunidade certificada como remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares.

Enquanto realizava o teste de glicemia, a jovem Maira Almeida falou da facilidade proporcionada pela feira na oferta dos serviços. “Qualquer procedimento como exame, vacina temos que ir no posto de Vida Nova que é o mais perto. Foi ótimo poder encontrar os serviços perto de casa”.  A feira também disponibilizou vacina contra febre amarela, hepatite B e a tríplice viral que garante imunização contra sarampo, caxumba e rubéola.

Além dos serviços de saúde, quem foi ao Rotary pode enriquecer o conhecimento sobre a comunidade quilombola de Lauro de Freitas. Pós graduado em gestão pela Universidade Estadual da Bahia, Tássio Simões Cardoso ministrou a Oficina Pedagógica sobre Educação Quilombola, que foi seu objeto de pesquisa da pós graduação.

“O objetivo da pesquisa foi mostrar as práticas sociais do Quingoma que fazem parte e reafirmam a cultura quilombola, como o samba de roda. Outro fator que me chamou atenção foram os valores cultivados pela comunidade a exemplo do reconhecimento da terra como elemento sagrado”, explicou Cardoso.

A atividade encerra a programação do Novembro Negro da Prefeitura de Lauro de Freitas. “O Quingoma é o localidade de Lauro de Freitas que melhor retrata a resistência e a luta contra a escravidão e contra o racismo. Então, não tinha melhor lugar para encerramos nossas atividades que não no único território quilombola da cidade”, destacou o superintendente de Promoção da Igualdade Racial, Paulo Aquino.