Roda de conversa destaca visibilidade trans em Lauro de Freitas

Por:Laerte Santana
Roda de conversa destaca visibilidade trans em Lauro de Freitas04/02/2020 14:00 Foto:Lucas Lins

Ao citar o pensamento da escritora Simone de Beauvoir - “Não se nasce mulher, torna-se mulher”-, Thifanny Odara refletiu sobre experiências, avanços e desafios de mulheres trans na sociedade, na roda de conversa realizada na sala multiuso da Estação Cidadania, em Itinga, na última sexta-feira (31). Promovida pela Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres (SPM), a atividade fez referência à data 29 de janeiro, Dia Nacional da Visibilidade Trans.

“É preciso expandir o conhecimento de como corpos de mulheres trans se movimentam na sociedade e questionar o que impede o tratamento de respeito. Avançamos com alguns programas sociais, mas necessitamos transformar projetos em políticas públicas de estado para efetivar nossos direitos”, considerou Thifanny, integrante do Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros – FONATRANS.

Edinalva de Castro, secretária da SPM de Lauro de Freitas, defendeu que trabalhar com mulheres engloba toda a população que se identifica pelo gênero feminino. “Nosso foco está na implementação de políticas públicas. Buscamos fortalecer todas as ações que dão visibilidade às mulheres”, afirmou.

Durante a roda de conversa, a explicação para o que é ser trans foi debatida como: aqueles que assumem uma identidade oposta à vivência do gênero (feminino ou masculino) que nasceu. A identidade de gênero de uma pessoa trans está ligada ao psicológico e não ao físico (órgão genital). É o indivíduo que transgride e transcende a ideologia imposta socialmente.

Visibilidade Trans

De acordo com Vilma Bahia, presidente do Coletivo da Diversidade e Cidadania de Lauro de Freitas, o município avançou no debate da visibilidade ao incluir uma mulher trans no concurso para Rainha do Carnaval 2020. “Hoje temos uma candidata trans concorrendo ao posto de rainha do Carnaval aqui na cidade. Isso representa uma conquista para a comunidade LGBT”, ressaltou.